sábado, 12 de novembro de 2011

Silêncio enquanto o vento sopra com a Lua no céu


Lua Cheia... Ventania...

Silêncio dentro de mim...

Me fechei e fiz o estritamente necessário para manter a rotina da casa... Dediquei-me ao mergulho interior... Muito em que pensar, tirar proveito e jogar fora o que não serve ou ajuda..

Meu estado é bruto... Hoje tomei vergonha e fiz as unhas, mesmo sem a menor vontade de levantar da cama... Foi um parto abrir os olhos nesta manhã e ver os raios do sol invadirem meu quarto... Dia claro e aquela obrigação de levantar e fazer coisas... Nessa época pouco seguia essa norma... Geralmente esbarrava na falta de vontade de fazer qualquer coisa para evitar compactuar com o tédio..

Escovo os dentes, pego o jornal na porta da frente, preparo o meu nescafé com leite e volto para a cama... Um cigarro antes de iniciar a leitura... Todo dia a mesma coisa.. É sempre assim? Não! Vou entrar numa outra neurose existencial e reclamar da monotonia dos meus dias...

Neste exato momento, costumava olhar para os céus e pedir que a noite não tardasse a chegar pois é nela onde me encontro e vivo o meu mundo particular....Tempos soturnos...

E quando consigo dormir, minha mente interage com o mundo dos sonhos e me leva para lugares inusitados... Noite passada peguei um ônibus e fui parar dentro de um grande apartamento, com paredes brancas e majestosas janelas com vista para as imponentes árvores de troncos fortes e fartos galhos...

Encontro pessoas, converso e ouço metáforas cheias de significados relevantes e ocultos.. As cortinas brancas de um tecido muito fino se agitam incessantemente e o frio daquele vento gelado sobre por baixo de meu vestido comprido... Não estou nesta época...Cabe a mim desvendar...

E como disse o poeta William Blake:

- Quando as portas da percepção forem abertas, o homem verá as coisas como elas realmente são: infinitas.

Um comentário:

  1. Genial o texto, você expressa a si própria como se essas linhas fossem os longos fios vermelhos do teu cabelo, essas palavras que vêm de dentro da tua cabeça pensante e febril... que se vertem num vinho de letras que eu bebo agora e me inspiro...

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