
Ela: Você precisa entender os meus espaços internos e me dar o tempo de ficar só e mergulhar no meu universo secreto... Sabe o desejo delirante que tenho com você?
É a verdade dita através das palavras misturadas com aquele olhar envergonhado e estampado... Sim, desejo a verdade nua e crua, como ela deve ser... Quero confiar sem temer possíveis armadilhas... Sim, ainda penso nelas...
Ele? Intimida-se e engole a seco o fel do constrangimento... Tentei considerar suas provas de amor diárias e super lindas, no entanto agi como se fosse incapaz de recebê-las no exato momento de dor...
Muda logo de assunto e trate de levantar do chão...Escolha outra música como trilha musical do seu tempo necessário para respirar fundo e repensar os fatos e, só depois de respirar fundo em muitos saquinhos, chegar a uma conclusão de como agir no instante desprezível...
Ele volta ao quarto e insiste em manter o lado etéreo do momento... Exausto, ele respeita... E ao soltar o ar preso nos pulmões, ele diz em meio de um sussurro: “Ainda bem”.
Orgulhosa por reagir de forma tão madura, ao ouvir as velhas e desbotadas desculpas, mantenho a pose e continuo a ouvir um discurso insistente sobre o seu “discernimento” ... Ele afirma ser capaz de realizar procedimentos capazes de dissolver todas os grãos contaminados e, infelizmente, plantados durante as longas conversas... E assim, ele repete um Modus Operandi do fazer de conta que vive na “Terra do Nunca”.
- Engano? , ela questiona ousada.
- Sim, foi isso, finalmente ele confessa.
(... as mesmas frases de um antigo discurso onde as desculpas se repetem... Ela custa a crer... Ela prefere ouvir sua intuição...)
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