sexta-feira, 25 de novembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Tudo o que você sabe sobre Traição
Caos...Desordem Emocional...
Tormenta...Mentiras...
Crueldade...Ira Doida...
Feridas...Inesquecível...
Inquietantes...Facadas...
Traição...
Deslealdade...
E a novidade?
Reação Imediata...Surpresa...
Mãos ao Alto... O Grito...
O Tapa...A Marca...O Salto...
Descarga...Dor...Desespero...
Anos Inteiros...Os sinais...
O Raio... A Mudança...
O Silêncio...Ouvir...
Calar...Engolir...Vomitar...
Naufrágio...Tortura...Zero...
Cegueira...Respiração...Aceitação..
Duvidar.. Segurar...Clamar...
E a novidade?
Diluído..
Dilacerado...
Deturpado...
Destruído...
Derrubado...
Diluído...
Dolorido...
Demoníaco...
Dionisíaco...
Dopado...
Definido... Devido à Dor...
sábado, 12 de novembro de 2011
Silêncio enquanto o vento sopra com a Lua no céu

Lua Cheia... Ventania...
Silêncio dentro de mim...
Me fechei e fiz o estritamente necessário para manter a rotina da casa... Dediquei-me ao mergulho interior... Muito em que pensar, tirar proveito e jogar fora o que não serve ou ajuda..
Meu estado é bruto... Hoje tomei vergonha e fiz as unhas, mesmo sem a menor vontade de levantar da cama... Foi um parto abrir os olhos nesta manhã e ver os raios do sol invadirem meu quarto... Dia claro e aquela obrigação de levantar e fazer coisas... Nessa época pouco seguia essa norma... Geralmente esbarrava na falta de vontade de fazer qualquer coisa para evitar compactuar com o tédio..
Escovo os dentes, pego o jornal na porta da frente, preparo o meu nescafé com leite e volto para a cama... Um cigarro antes de iniciar a leitura... Todo dia a mesma coisa.. É sempre assim? Não! Vou entrar numa outra neurose existencial e reclamar da monotonia dos meus dias...
Neste exato momento, costumava olhar para os céus e pedir que a noite não tardasse a chegar pois é nela onde me encontro e vivo o meu mundo particular....Tempos soturnos...
E quando consigo dormir, minha mente interage com o mundo dos sonhos e me leva para lugares inusitados... Noite passada peguei um ônibus e fui parar dentro de um grande apartamento, com paredes brancas e majestosas janelas com vista para as imponentes árvores de troncos fortes e fartos galhos...
Encontro pessoas, converso e ouço metáforas cheias de significados relevantes e ocultos.. As cortinas brancas de um tecido muito fino se agitam incessantemente e o frio daquele vento gelado sobre por baixo de meu vestido comprido... Não estou nesta época...Cabe a mim desvendar...
E como disse o poeta William Blake:
- Quando as portas da percepção forem abertas, o homem verá as coisas como elas realmente são: infinitas.
Obrigada, Foucault!
Existem sim inúmeras perguntas sobre as questões mais aterradoras da saúde das sociedades. Tenho muitas, mas o cerne central de várias delas esbarra na possibilidade de vivermos numa sociedade doente.
- Como atingir-se a saúde individual quando se vive no meio de uma sociedade doente em si mesma?
- Normalidade acaso seria igual a saúde?
- E se o padrão normal de comportamentos e atitudes de uma dada sociedade for doentio?
Desde a antigüidade o tema já é o preferido dos grandes filósofos. Criou-se a eterna discussão epistemológica sobre a questão, pulsante entre os pensadores contemporâneos. Dentre eles, Foucault é um mestre em minhas identificações.
Foucault afirma ser inútil tentar distingüir as terapêuticas físicas das psicológicas até o século XIX, pois a Psicologia não existia neste período. Foi apenas a partir daquela época que houve uma separação entre a experiência da loucura e seu componente orgânico. Foucault mergulhou na teoria psicanalítica de Freud que considerava a loucura em sua linguagem. Ele lançou um olhar mais acurado sobre aspectos psicológicos e significativos da expressão da loucura.
Tenho por hábito interagir com as conversas das pessoas em seu cotidiano, com as manchetes que leio nos veículos de comunicão, com os diálogos de personagens nas telenovelas ou seriados e por aí vai. Observo muitos discursos sobre as doença mentais. Muitas pessoas conversam umas com as outras sobre os problemas que enfrentam por ter algum tipo de transtorno ou pela convivência conflutuosa com um parente meio doido.
Ser taxada de louca, problemática, difícil, histérica, desequilibrada, por exemplo, não me agrada. Isso começou num momento pessoal, no auge de uma crise depressiva e me acompanha até hoje. As pessoas fazem uso destas e de outras descrições sempre que se defrontam com o meu dragão e sentem-se incapazes de agir.
Em nossa cultura, os discursos sociais têm sustentado a construção da doença mental como um fenômeno complexo e de difícil entendimento.
Consideradas pela medicina como psicossomáticas, suas causas são desconhecidas, assim como seus os sintomas da graduação variável de humor. O desenrolar se caracteriza pela existência de crises sucessivas. A vida em desatino...
Freud também fez sua pergunta a respeito da conversão histérica no texto “Tratamento Psíquico ou Mental”, em 1905:
- Quais são as causas pela qual o psíquico é afetado causando uma ação perturbadora sobre o físico?
Me identifico com o pensamento de Foucault (1963) no texto “O nascimento da clínica”, onde ele afirma que da mesma maneira que se devem buscar as origens da psicologia na loucura, a da clínica deve ser buscada na morte.
"...a velha lei aristotélica que interditava sobre o indivíduo o discurso científico foi levantada quando, na linguagem, a morte encontrou o lugar de seu conceito” (FOUCAULT, 1963-A, p. 195-196).
- Normalidade acaso seria igual a saúde?
- E se o padrão normal de comportamentos e atitudes de uma dada sociedade for doentio?
Desde a antigüidade o tema já é o preferido dos grandes filósofos. Criou-se a eterna discussão epistemológica sobre a questão, pulsante entre os pensadores contemporâneos. Dentre eles, Foucault é um mestre em minhas identificações.
Foucault afirma ser inútil tentar distingüir as terapêuticas físicas das psicológicas até o século XIX, pois a Psicologia não existia neste período. Foi apenas a partir daquela época que houve uma separação entre a experiência da loucura e seu componente orgânico. Foucault mergulhou na teoria psicanalítica de Freud que considerava a loucura em sua linguagem. Ele lançou um olhar mais acurado sobre aspectos psicológicos e significativos da expressão da loucura.
Tenho por hábito interagir com as conversas das pessoas em seu cotidiano, com as manchetes que leio nos veículos de comunicão, com os diálogos de personagens nas telenovelas ou seriados e por aí vai. Observo muitos discursos sobre as doença mentais. Muitas pessoas conversam umas com as outras sobre os problemas que enfrentam por ter algum tipo de transtorno ou pela convivência conflutuosa com um parente meio doido.
Ser taxada de louca, problemática, difícil, histérica, desequilibrada, por exemplo, não me agrada. Isso começou num momento pessoal, no auge de uma crise depressiva e me acompanha até hoje. As pessoas fazem uso destas e de outras descrições sempre que se defrontam com o meu dragão e sentem-se incapazes de agir.
Em nossa cultura, os discursos sociais têm sustentado a construção da doença mental como um fenômeno complexo e de difícil entendimento.
Consideradas pela medicina como psicossomáticas, suas causas são desconhecidas, assim como seus os sintomas da graduação variável de humor. O desenrolar se caracteriza pela existência de crises sucessivas. A vida em desatino...
Freud também fez sua pergunta a respeito da conversão histérica no texto “Tratamento Psíquico ou Mental”, em 1905:
- Quais são as causas pela qual o psíquico é afetado causando uma ação perturbadora sobre o físico?
Me identifico com o pensamento de Foucault (1963) no texto “O nascimento da clínica”, onde ele afirma que da mesma maneira que se devem buscar as origens da psicologia na loucura, a da clínica deve ser buscada na morte.
"...a velha lei aristotélica que interditava sobre o indivíduo o discurso científico foi levantada quando, na linguagem, a morte encontrou o lugar de seu conceito” (FOUCAULT, 1963-A, p. 195-196).
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Diálogo - 11 de fevereiro de 2010

Ela: Você precisa entender os meus espaços internos e me dar o tempo de ficar só e mergulhar no meu universo secreto... Sabe o desejo delirante que tenho com você?
É a verdade dita através das palavras misturadas com aquele olhar envergonhado e estampado... Sim, desejo a verdade nua e crua, como ela deve ser... Quero confiar sem temer possíveis armadilhas... Sim, ainda penso nelas...
Ele? Intimida-se e engole a seco o fel do constrangimento... Tentei considerar suas provas de amor diárias e super lindas, no entanto agi como se fosse incapaz de recebê-las no exato momento de dor...
Muda logo de assunto e trate de levantar do chão...Escolha outra música como trilha musical do seu tempo necessário para respirar fundo e repensar os fatos e, só depois de respirar fundo em muitos saquinhos, chegar a uma conclusão de como agir no instante desprezível...
Ele volta ao quarto e insiste em manter o lado etéreo do momento... Exausto, ele respeita... E ao soltar o ar preso nos pulmões, ele diz em meio de um sussurro: “Ainda bem”.
Orgulhosa por reagir de forma tão madura, ao ouvir as velhas e desbotadas desculpas, mantenho a pose e continuo a ouvir um discurso insistente sobre o seu “discernimento” ... Ele afirma ser capaz de realizar procedimentos capazes de dissolver todas os grãos contaminados e, infelizmente, plantados durante as longas conversas... E assim, ele repete um Modus Operandi do fazer de conta que vive na “Terra do Nunca”.
- Engano? , ela questiona ousada.
- Sim, foi isso, finalmente ele confessa.
(... as mesmas frases de um antigo discurso onde as desculpas se repetem... Ela custa a crer... Ela prefere ouvir sua intuição...)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Correndo Atrás

02 de fevereiro de 2010
Encaixotando Kiara, assim como o cineasta e diretor David Lynch fez com Helena... Correndo atrás...
Olho para algumas das coisas espalhadas pelo chão da sala e percebo a evolução do processo de mudança das minhas coisas e pertences pessoais... Decisão de mudar de casa, de Estado e de vida...
Adiei enquanto pude... Fingimento programado e de acordo com a vontade de deixar de lado o relógio e suas horas... Quero ir e a decisão foi tomada com a maturidade que é permitida, apesar da insistência de meus fantasmas cobertos de dúvidas...
Hesitei, confesso... Mesmo assim, mergulhei para lavar a alma da tortura constante e mental da cobrança... Imperfeição... Vale o agir e a verdade estampada no seu espelho negro...
Ser Eu...
Sinto-me estranha... Algo desconforta meu corpo e nem sei bem se quero saber do que se trata... Outro cigarro para acalmar...
Torpor
Existe um véu denso e negro entre o meu lado verdadeiro e o lado sagaz e calejado, capaz de agir com elegância e dar a todos o que é esperado... Daí veio a “teoria” do agradar até não poder mais...
Se você aceita todas as coisas, normas, opiniões, datas e mais mil coisas, independente de concordar ou não com os pontos, será querida de um grupo... Se fizer o contrário, bem... Ganho um passaporte para o “Parque das Rejeições” ... O tempo se fecha quando o Dragão interior abre as asas e esboça reação, quando ele lança as chamas...
Quando você é você...
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