sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Friedrich Nietzsche sempre me desafiou...




Com exatos dezesseis anos o descobri e fiz meu pacto silencioso de fidelidade literária...

 “ O conhecimento não é transcendente, o homem é criador de seus valores. O homem interpreta e dá um sentido humano às coisas, o resultado é o mundo articulado. O conhecimento foi inventado em um minuto, em relação aos cosmos, pelo homem. Foi um minuto mentiroso. A verdade é procurada para ser válida e comum e a linguagem dá as primeiras leis da verdade. A verdade e a mentira seriam relativas, válidas para o ponto de vista humano.

Para Nietzsche, a verdade se tornou uma multidão de metáforas e metonímias, ou seja, relações humanas. Mas elas parecem objetivas e incriadas. O autor fez todas essas considerações no ensaio “Sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral”, (1873), um dos textos mais viscerais que já li na vida.

Minhas considerações:

Quanto mais conhecimento tem um homem mais ele é questionado. Todos fingem e quando aparece um com a intenção de contar os fatos reais, ele corre certos riscos, inclusive o de ter a sociedade contra o que ele afirma sobre as máscaras.

Melhor maneira de combater quem questiona é calar. Depois da nuvem, pronuncia-se a reversão...

A ilusão mata o instinto de verdade, honesto e puro. Porque tais homens estão mergulhados nas ilusões e em seus devaneios inalcançavéis... O superficial... A escolha de andar com os olhos vendados no dorso das coisas....

Superficialidade...
O homem é capaz de se aceitar?

Depende... Alguns enraizam a questão e passam a refletir... Mas o que o homem sabe sobre si?

Cela... Consciência adormecida... Em determinado momento, aquela que repousa entende a despeito da ignorância... Nestas condições, haveria no mundo um lugar onde o instinto da verdade pudesse existir?

Os homens fogem da verdade e se apegam ao fato de que uma mentirinha conveniente é a escolha confortável... Enquanto me pergunto o tempo todo sobre a essência humana, alguns deles realmente só absorvem as “coisas” e as bases onde foram alicerçadas as suas “verdades”...

É a linguagem? Acredito no poder das palavras e costumo selecioná-las numa sequência inteligente e fundamentada.. Um dom... Saber construir a ordem das palavras pode transformar tudo...

A retórica do discurso tem o poder de apaziguar os ânimos ou de atear fogo na fogueira..

Que delimitações arbitrárias, que parcialidade é preferir ora uma, ora outra propriedade de uma coisa

Alguns percebem as mensagens em sua complexitude, outros nas entrelinhas.. Não importa... Vale o compartilhar de uma mensagem aos que ainda são capazes de negar o óbvio...

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