Cena
1
Sonho que um dia, as mazelas da energia pulsante
que é a vida sejam pinceladas com um sabor suave e com gosto de chocolate...
Posso ser açoitada por gotas de chocolate delicadamente moldadas em pristinas formas criada só pra você... Drummond disse: “... na prudência egoísta que nada
arrisca, e que, esquiva-se do sofrimento.”
Cena
2
Sabe aquelas lições de vida inevitáveis, aquelas
que disparam verdades em alto tom e a única coisa que tens a fazer é calar?
Pois abuso-me a sugerir que as dores caiam como essas gotas de chocolates, as
criadas nas forminhas, os pedaçinhos de nós, um pouco do nosso universo
particular... Adélia sempre disse que Dor nada tem a ver com Amargura.
Cena
3
Naquela manhã, antes de abrir os olhos, ela
assistiu a um filminho, tipo um resumo dos significados relevantes de seus
sonhos... E seu corpo sentiu os pingos grossos, pingos daquelas preciosas gotas
de sabedoria com gosto de chocolate... Chuva de verão a lavar os resquícios das
últimas tormentas...
Espreguiçou e foi surpreendida pelo caloroso ardor
de um suspiro longo e suave que a elevou a um pedaçinho do céu... O céu só dela,
o céu que a protege...
Imersa em seu mar de Lírios, assim como Clarice,
continuava a andar de um lado para o outro dentro dela...



Sábias gotinhas de chocolate. Uma chuva delas é mais que bem vinda! <3
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