segunda-feira, 9 de julho de 2012

A DOR é inevitável. O SOFRIMENTO é opcional




Cena 1
Sonho que um dia, as mazelas da energia pulsante que é a vida sejam pinceladas com um sabor suave e com gosto de chocolate... Posso ser açoitada por gotas de chocolate delicadamente moldadas em pristinas formas criada só pra você... Drummond disse: “... na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquiva-se do sofrimento.”




Cena 2
Sabe aquelas lições de vida inevitáveis, aquelas que disparam verdades em alto tom e a única coisa que tens a fazer é calar? Pois abuso-me a sugerir que as dores caiam como essas gotas de chocolates, as criadas nas forminhas, os pedaçinhos de nós, um pouco do nosso universo particular... Adélia sempre disse que Dor nada tem a ver com Amargura. 



Cena 3
Naquela manhã, antes de abrir os olhos, ela assistiu a um filminho, tipo um resumo dos significados relevantes de seus sonhos... E seu corpo sentiu os pingos grossos, pingos daquelas preciosas gotas de sabedoria com gosto de chocolate... Chuva de verão a lavar os resquícios das últimas tormentas...
Espreguiçou e foi surpreendida pelo caloroso ardor de um suspiro longo e suave que a elevou a um pedaçinho do céu... O céu só dela, o céu que a protege...
Imersa em seu mar de Lírios, assim como Clarice, continuava a andar de um lado para o outro dentro dela...


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